O pós-parto: crenças, mitos e tabus

A fase após o parto, também conhecida como fase puerperal, requer muitos cuidados e a família precisa estar preparada para apoiar e auxiliar a mulher nesse momento. Esta fase também é conhecida como resguardo, dieta ou quarentena, pois logo após o parto a mãe está sensível e precisa de repouso e tranqüilidade.

O que mais assusta as mães ou familiares no período puerperal, é o fato de que a mulher pode ter uma recaída ou pegar uma outra enfermidade, o que pode resultar em complicações ou até mesmo em óbito. Por conta disso, você pode se ver cercada de vários mitos ou crenças populares acerca do tema e ficar na dúvida se eles são corretos do ponto de vista da ciência e da medicina e o que você deve fazer. Para ajudá-la, nós da Rede Mãe separamos alguns mitos e tabus passados de geração em geração e que não fazem o menor sentido.

Em todos os casos o ideal para passar pelo período sem grandes problemas é seguir todas as orientações do seu médico e evitar fazer muito esforço físico.

  • Mal dos sete dias-  mãe e bebê ficam reclusos dentro de casa para proteger contra as forças sobrenaturais. É um mito antigo que não tem qualquer valor científico.
  • Realizar repouso durante todo o resguardo, em torno de 40 dias e  evitar fazer atividades diárias.  Não é necessário repouso absoluto, e a mulher pode perfeitamente retomar as atividades diárias e cuidar do bebê recém-nascido.
  • Evitar alimentos “reimosos” . A alimentação deve ser equilibrada e saudável! Deve-se ter cuidados com a alimentação, mas de uma forma geral não precisa evitar a maioria dos alimentos.
  • Não pode lavar o cabelo no período pós-parto, de resguardo. A perda sanguínea é perigosa e se lavar a cabeça nesse período, o sangramento pode reverter da vagina para a cabeça deixando a mulher louca. – Isto não é verdade! Pode lavar sua cabeça à vontade.
  • A amamentação faz a mama cair.  O ato de mamar, por si só, não faz a mama cair; este acontecimento depende da predisposição genética da mama e do uso adequado do sutiã de reforço.
  • Se o bebê arrotar no peito, ele não vai rachar. Este é outro mito que não tem fundamento científico.
Publicado em 21 de março de 2013 / Atualizado em 25 de março de 2013

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