Reação do pai à gravidez – a negação é normal?

A gestação e o nascimento de um filho é visto sempre pela mulher, pela família e pela sociedade como um todo momento de alegria, felicidade extrema.

Mas o que poucas pessoas falam é dos sentimentos contrários que podem surgir nesta hora, de maneira inconsciente e involuntária. Muitas vezes o casal passa por dificuldade de relacionamento justamente na hora que deveria se unir mais.

Mas porque isso ocorre ?

É normal ?

É verdade que o pai “rejeita “o bebê ?

Então vamos lá, o casal está à espera de um filho, está feliz, a mulher vira o centro das atenções, cuida de seu corpo, de sua alimentação, de sua saúde, do enxoval do bebê, do quarto, mala da maternidade, chá de fraldas, etc, etc, etc,….

E o companheiro e pai do bebê ? Como fica ? Onde fica ?

Divulgação/SXC.HU

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Mesmo que esteja feliz, ao lado da companheira e vivenciando todos os preparativos ativamente, é comum que o homem se sinta um pouco “de fora” de tudo isso, como um ator coadjuvante.

É bastante normal o pai se mostrar bastante ansioso e preocupado durante a gravidez da esposa, período que é marcado por sentimentos de alegria, ansiedade e conflitos.

O sentimento mais comum, que logo aparece, é se sentir excluído, em decorrência  de uma série de mudanças externas e internas do casal.

A mulher não apenas começa a voltar sua atenção para o bebê, como ela própria torna-se o centro das atenções, e o bebê pode ser sentido como um intruso no relacionamento do casal .

Em geral a primeira gravidez é mais estressante para o pai.

Como lidar com isso e como aliviar este estresse e sentimento de exclusão ?

É importante incluir o pai nos preparativos para o nascimento do bebê, estimulá-lo a estar presente nas escolhas do enxoval, do nome, a acompanhar a mulher nas consultas de pré natal e estimulá-lo a fazer carinhos e conversar com a barriga. Desta maneira ele vai se sentir como parte da gravidez como um todo.

Na maternidade, a presença do companheiro como acompanhante na internação e durante o parto, inclusive com os cuidados inicias com o recém nascido aumenta e fortalece ainda mais o vínculo de pai e ajuda nesta transição .

Assim, logo logo ele estará trocando fraldas, dando banho e participando ativamente da rotina e dos cuidados com o bebê e o estresse e insegurança iniciais tendem a desaparecer.

Publicado em 28 de agosto de 2014 / Atualizado em 2 de setembro de 2014

KROB, Adriane Diehl; PICCININI, Cesar Augusto; SILVA, Milena da Rosa. Transición hacia la paternidad: de la gestación al segundo mes de vida del bebé. Psicol. USP, São Paulo , v. 20, n. 2, jun. 2009 . Disponível em . acessos em 27 jun. 2014.

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