Trabalho de parto prematuro

O trabalho de parto prematuro é diagnosticado quando há presença de contrações uterinas regulares e persistentes (pelo menos 1 a cada 5 minutos), dilatação cervical antes de se completar 37 semanas de gestação.

O nascimento prematuro requer cuidados e uma boa assistência. O bebê pode nascer com baixo peso e alguns problemas por ainda não estar pronto para nascer.

Quando a mulher entra em trabalho de parto prematuro é necessário uma boa avaliação e a realização de vários exames, pois nem sempre o bebê vai nascer antes do tempo. Dependendo do caso, dá para controlar a evolução do trabalho de parto dando mais tempo para o bebê crescer e se desenvolver. Nesses casos a mãe precisa ficar de repouso, usar medicações, hidratar-se e fazer uso de corticóides para favorecer e acelerar a formação dos pulmões do bebê.

Nos últimos anos observou-se aumento considerável da sobrevida dos prematuros. Caso não seja possível adiar o parto, o mesmo deve ocorrer em um hospital que tenha uma unidade de tratamento intensivo neonatal e uma equipe de saúde integrada com pediatras, obstetras, anestesistas, neonatologistas e enfermagem. Um bom berçário e uma UTI neonatal adequada são fundamentais para que o trabalho de toda a equipe alcance o sucesso esperado.

As principais complicações da prematuridade são: os problemas respiratórios, as infecções, sangramentos intracranianos (dentro da cabecinha), dificuldades para alimentar, dentre outros.

O parto prematuro pode ser causado por: rutura prematura de membranas, infecções maternas, deslocamento prematuro de placenta, hipertensão arterial grave, anomalias do útero, diabetes, aumento anormal do líquido amniótico, gestação de gêmeos, placenta inserida muito baixa, esforço físico intenso, alcoolismo, tabagismo, uso de drogas, malformações do feto, etc. É necessário pesquisar a causa para que o médico possa intervir.

Publicado em 13 de março de 2013 / Atualizado em 14 de março de 2013

Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. Atenção ao Pré-Natal, Parto e Puerpério. 2006.

J Resende - Manual de Obstetrícia, 1991 - Guanabara Koogan Rio de Janeiro

Ministério da Saúde. Gestação de Alto Risco Manual Técnico. 2010.

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